quarta-feira, 30 de julho de 2008

Beijing, WE ARE READYYYYYYYY!!!!!!!!!

Não sou egoísta, portanto, resolvi compartilhar com vocês um pouquinho dos meus dias aqui na China, em Sihui. Bem em frente à minha janela, tem uma mega loja de aparelhos celulares. Eles estão vendendo aparelhos que já vêm com a música das olimpíadas de Pequim, olha que máximo! O mais legal disso tudo, é que a loja fica aberta um tempão, das 9hs da manhã, às 23hrs! Gente, que tudo! Agora, o que é realmente incrível. Eles tocam essa música, na maior altura, todo o expediente. Uma doçura só. Nem duas camadas de janela abafam a música. Não, não adianta ligar a tv.
Pra vocês sentirem toda a emoção que eu sinto, eu, num gesto muito bacana, de pessoa amiga, irmã, coisa de quem ama, resolvi colocar o link do vídeo! Olha, que pessoa zuppa!
Curtam cada segundo! Ou 14hrs por dia, assim como eu!!
Beijiiiiiing, we are readyyyyyyyyyyyyyyy!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 27 de julho de 2008

NanHua Buddhist Temple

Existem muitos grupos étnicos no país, mas sem dúvida o Budismo é o que possui o maior número de adeptos. Não dá pra se saber ao certo quantos são, até por que não existem “eventos”, nem registros pra novos budistas, ou aqueles que estão em fase de iniciação. Sabe-se, pelo menos, que existem espalhados ao todo 40 mil monges e monjas e mais de 5mil templos e mosteiros.

Dentro de uma doutrina budista clássica, “Buda” (que significa iluminado) é o nome de um mestre religioso que viveu numa determinada época e todos aqueles que sucessivamente ocuparam o cargo. Há registro da existência de pelo menos 24 Budas.

O Budismo, resumindo em uma frase, fala que, se uma pessoa segui-lo e praticá-lo, ele pode aliviar um sofrimento e alcançar a libertação. Na China ele influencia e é influenciado pela cultura, pela política, pela literatura e pela filosofia, ao longo de dois milênios.

Os mosteiros e pagodes budistas encontram-se em todas as regiões, muitos dos quais são mundialmente famosos por sua arte budista. Além disso, as construções budistas são consideradas como jóias da antiga arte chinesa.

O templo Nanhua foi construído no ano de 502 e tem uma área total de 12mil metros quadrados. Possui muitas relíquias culturais valiosas, inclusive o corpo de Huineng(o sexto patriarca do zen budismo) e mais de 300 relíquias históricas nacionais de primeira classe, como a batina de silk feito em ouro, arte em madeira esculpida da época da dinastia Beisong, torre de aço da dinastia Qing e por aí vai.

O templo é rodeado por árvores muito antigas, algumas chegam a 40 metros de altura e também raras no mundo. Ele foi classificado como Chave do Mosteiro Nacional em 1983 e o maior sítio nacional histórico e cultural sob proteção estatal em 2001.




Entrada do Templo





Pagode




As pessoas acendem para Buda.







Buda. Guan Yin.



Seu altar, mais de perto.



Pedaços de Sakyamuni. Só assim, já que é proibido fotografar.


Visita ao templo de Chaimam Mao, líder da China, em 1958. Na foto ele com o líder da comunidade budista da época.







Visita ao templo do ex-primeiro ministro em 1956

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O poderoso.

Os chineses reverenciam os leões. Um casal de animais feito de pedra pode ser geralmente encontrado em frente a portões das casas no país. Para os devotos do budismo, o leão é um protetor da verdade e é capaz de afastar demônios.



Esse daí é da porta da "Chen Clan Academy".

Chen Clan Academy

A "Chen Clan Academy", nomeada localmente de "O Salão dos Ancestrais de Chan", foi construída na parte de fora no portão leste da cidade de Guangzhou, entre o décimo quarto e o vigésimo anos do reinado de Guangxu na Dinastia Qing. Construída em conjunto pelas famílias “Chen” de 72 condados da província de Guangdong, a academia servia como um salão para a adoração dos antepassados, assim como uma residência provisória para a examinação ou o litígio.
Com uma área total de 15 mil metros quadrados, um espaço de chão de 6.400 metros quadrados, a academia é um complexo simétrico que compreende dezenove edifícios separados por pátios e conectados por varandas. A academia é o maior edifício tradicional, mais bem preservado e tem a mais incrível decoração da província local. Tem uma magnífica estrutura complexa, com grandes salões e jardins que não só incorporam o estilo tradicional chinês das antigas estruturas, mas também possui as características distintivas dos edifícios no sul da China.
Todas as decorações arquitetônicas na academia, de dentro e de fora, foram feitas de esculturas de madeira, de tijolo, pedras, de cerâmica, de cal, carcaças do ferro e pinturas, feitas pelo homem, que fazem uma expressão detalhada das artes populares e dos artesanatos requintados da província local. Elas abrangem uma vasta gama de assuntos, incluindo lendas chinesas e contos históricos.
Em 1959, baseado na Chen Clan Academy, o museu de artes populares de Guangdong foi estabelecido pelo governo para a coleção, estudo e exposições de artes populares de todo o país, especialmente aquelas da província local. Existem algumas exposições de relíquias culturais e de trabalhos preciosos completamente de costumes populares como a cerâmica, o bordado e esculturas, que são de grande valor, tanto para o estudo quanto a apreciação.
Como um importante local histórico e cultural, está sob a proteção do Estado e foi escolhida como uma das "Eight Sights of the Goat City in the New Century" com o nome de Gu Ci Liu de Fang (os grandes salões deixam bons nomes) e transforma-se no mais cultural e artìstico museu caracterizado assim como um grande sítio turístico de Cantão.

Portão de entrada do casarão



O lado de fora, antes de passar por aquela porta da foto anterior. Cada um desses pedaços do telhado tem uma escultura diferente. Todas sensacionais. Foi maravilhoso ter tido a oportunidade de conhecer esse padaço da história. Fiquei horas lá, muda, só observando. Acho que nem piscando estava.



Um dos pedaços da escultura do telhado.
Parede. É comprida e linda!

Um dos jardins internos.

Teto. Lin-do-de-mor-rer!!

Portas imensas todas feitas de madeira esculpida.


Exposição interna. Metal.

Escultura feita de chifre de elefante. Na cultura chinesa essas esculturas simbolizam a vida e expressam bons desejos for saúde e longevidade.
O grandão que protege o casarão dos demônios. rsrsrs
As vendas internas. Bonecas lindíiiiiissimas. Vocês não imaginam como são de perto. Cada detalhe de expressão feito de formas perfeitas e precisas.

Eles vendem milhões de outras coisas lá dentro. Casa uma mais incrível que a outra. A vontade de sair comprando tudo é imensa, mas meu bom senso não me permite tamanha estripulia. Infelizmente preciso pensar nos meus dois dias pra retornar, no excesso de bagagem (que eu já vou pagar, sem dúvida alguma) e na minha pobreza, afinal de contas, vocês devem imaginar como são os preços.

As fotos do lugar também são muitas. Selecionar foi difícil. Ainda teria várias outras pra postar. Maiores detalhes dos telhados, partes de decoração, detalhes das bonecas e das esculturas e por aí vai. Quando chegar, faço aquele encontrão que fiz da outra vez. Pra quem quiser e tiver interesse, claro.

Nos próximos posts coloco a ída ao templo budista e minha longa e incansável pro cura por chás e seus efeitos.

sábado, 19 de julho de 2008

Tudo Branco...

O clima aqui está bem ruim. As China tem se desenvolvido de uma maneira assustadora. Tive a oportunidade de presenciar a evolução de algumas construções e reformas em Guangzhou. Algumas obras que ainda estavam bem inacabadas no final abril, quando vim da outra vez, já estão prontas, como a expansão de uma área do aeroporto que sem dúvida deve ser a mesma área de três shoppings Vitória, por exemplo, maior até.
Esse desenvolvimento rápido pra caramba fez com que a poluição ficasse bem perturbadora e prejudicial. Prédios pertos você já não vê, ou vê apenas uma sombra dele. O céu está sempre branco/cinza, o ar é pesado, quente, abafado. Pra mim, que tenho uma rinite, sinusite e todas as "ites" se se pode imaginar, tem sido dias de peleja. Meus olhos coçam e lacrimejam o dia todo. Meu nariz não desentope por nada. Pra dormir, só depois de muito aturgyl. A sede é uma constante e eu sempre chego em casa doida pra tomar banho, por que a sensação é sempre a de que estou com uma camada de poeira no corpo. Parece exagero, eu sei, mas podem acreditar, não é.

Guangzhou está bem mal. Muito mais poluída do que em abril. E a tendência é piorar, sendo que os investimentos na cidade têm sido grandes. A cidade comporta cada vez mais fãbricas e muitas construções ultra modernas foram planejadas pra cá, principalmente de estádios e sedes esportivas, já que será sede dos jogos asiáticos de 2010. Algumas são até parecidas com aquelas loucuras planejadas pra Dubai. A cidade ficará incrível, disso eu não tenho dúvidas, mas também ficará cada vez mais inabitável. Uma pena, aqui é adorável, é lindo.

Percebi também outras mudanças grandes aqui. A moeda está bem menos desvalorizada. Em abril, o dolar americano estava 7,7inbs e 7,7 dolares de HK. Hoje, já caiu pra 6,78. A quantidade de pedintes na rua aumentou. Em abril, vi uns poucos e os chineses aconselhavam a não dar pra não icentivar. Hoje já existem vários nas ruas. Cada hora um vem repetindo aquela mesma frase (obviamente não sei qual) e te cutucando com a mão. Esses incomodam mais do que os brasileiros, por que encostam em você, te olham inteira de cima a baixo, dentro da sua bolsa, e te seguem por um, dois quarteirões. É um saquinho.

É dificil impedir esse tipo de coisa. No final do ano, a China chegará a um valor de desempenho igual ao dos Estados Unidos e Europa juntos, por isso é normal que a diferença apareça de forma tão brusca. A reforma e abertura econômica têm causado enormes desequilíbrios sociais e econômicos e têm gerado muitos conflitos e disputas internas. Só esse mês, já aconteceram três manifestações populares violentas. A gente sabe que isso vai continuar acontecendo, cada vez mais rápido e que daqui a pouco estará muito pior.

E esse papo tá muito sério pro meu gosto. A gente sabe que a China não tá nem aí se tá poluindo, ou não, se o mundo vai acabar, foda-se a camada de ozônio, eles querem é ganhar dinheiro e dominar o mundo. E vão!!! hehehehe

Também sei que não são só essas as questões. Mas não faz parte das minhas intenções discutir esse tipo de coisa aqui, não é meu foco. Se eu for falar de tudo que se refere ao desenvolvimento da China aqui, não volto pro Brasil antes do natal. Quero apenas falar de coisas curiosas, que também sejam de interesse de vocês, mas de preferência sobre coisas que não se possa ler no jornal.

Sihui

***Comecei a escrever esse texto semana passada, em Sihui, mas a falta de tempo e o excesso de sono me impediram de terminá-lo antes. Apesar de ser velho pra mim, e de estar em Guangzhou agora (os dois últimos textos, fora esse, são daqui) será novo pra vocês =)

Voltei! Desculpem a demora, mas esses dias foram bem corridos. Meu corpo dessa vez está demorando mais a se acostumar com a diferença de fuso e, por isso, continuo dormindo menos do que o necessário à noite. Aí de dia acontece o contrário, quando deveria dormir no Brasil, estou trabalhando e tem sido bem difícil manter meus olhos abertos. Quando chego ao hotel, descanso e mato um pouco da saudade da família e dos amigos. Mais da família, confesso. Preciso deles sempre.

Quando soube que vinha pra cá, minha maior preocupação era por ter que vir sozinha e passar pela imigração e vir sozinha sem ninguém conhecido por perto. O primeiro se deve por ter sido colocada numa sala fechada a chave pelos guardas da imigração, quando estava indo sozinha de Wenzhou para Hong Kong, pra encontrar meu chefe. Na hora fiquei mega assustada “será que vou ser presa?” “talvez deportada”, “vou virar comida...esses chineses comem de tudo, né...”, “será que eles vão me matar e me jogar nesses matagais?”(em volta dos aeroportos só tem mato). Mas nada disso aconteceu. Eles só estavam zuando da minha cara. Mulher, estrangeira, sozinha... bom, “forget about”!!A segunda parte, na minha cabeça sempre soube que seria mais difícil. Quem me conhece (nem precisa ser muito) sabe o quanto sou dependente de gente. Principalmente a quem tenho muito apego. Fora aqueles momentos normais que todo mundo precisa de ficar sozinho, não gosto de ficar sozinha, de sair sozinha, preciso de companhia. Achei que vir pra cá, outro mundo, pra uma cidade do interior, pra ficar um mês inteiro, com apenas uma pessoa pra conversar e, mesmo assim, só em inglês, fosse ser um pesadelo. Mas nem tem sido.

Tenho trabalhado demais e isso tem ajudado pra que eu não sinta tanto. Fora isso, a cidade me encantou. Aqui é uma China muito tradicional, diferente daquela que conheci da outra vez. A cidade, pros padrões daqui, é minúscula. Sihui (lembrei!!) possui 300.000 habitantes. Nas ruas, milhões de mini mercadinhos, feiras de tudo o que vocês podem pensar. Roupas, bugigangas, comida, utilidades do lar e até umas coisas estranhas que ainda não consegui identificar. Na rua (não a calçada, a rua mesmo) milhões de bicicletas, motos, carros, carroça, micro ônibus (são uma graça), gente, muita gente, buzina, criança, naquele esquema de “tudoaomesmotempoagora”!!

As pessoas são encantadoras e super curiosas. Cheguei a passar por uma rua cheia e todo mundo parar o que estava fazendo pra olhar pra mim. No interior, eles não têm o costume de ver pessoas "diferentes" das de lá. É quase que um evento. Nos restaurantes, as garçonetes que estão aprendendo inglês vêm falar com você, tentam conversar e a empolgação é tamanha, que elas não dão espaço. A comida chega e elas continuam lá, falando, te perguntando de onde você veio, o que está fazendo lá, qual a profissão, se podem sair com você depois do serviço pra passear, qual o seu telefone... uma loucura...adorável. Se fosse no Brasil, chamaria de malas, mas aqui não, e diferente. Primeiro por que não importa se sua comida está esfriando, eles gostam de tudo em temperatura ambiente ( inclusive refrigerante, água, tudo). Depois por que pra esse tipo de coisa o chinês não é nem um pouco cerimonioso. E também por que a duçura com que vêm fazer a abordagem é gigante, tanto que não permite que eu sinta qualquer coisa ruim. Até confesso que gostei. O assédio é tão grande, que me senti praticamente uma "Britney" cercada por paparazzis (quer dizer, uma "Angelina"... ela é fina, combina mais comigo rsrsrs). Sem brincadeira.

Essa é Amem, uma chinesa bem novinha que quer sair pra passear comigo, treinar inglês e fazer compras hahaha

Bom, saí de Sihui antes de dar uma voltinha com elas. Na terça eu volto aguardando maiores emoções. Confesso que minha única preguiça é voltar a ouvir a mesma música o dia todo. Em frente ao meu hotel, tem uma loja de celular que está fazendo uma promoção de um aparelho que vem com um hit de uma banda chinesa famosa. Eles tocam a música rachando de alta, das 9hrs da manhã, até as 23hrs da noite. Sem-pa-rar-um-se-gun-do!! É um porrezinho...sabem aquelas musiquinhas melosas, grudentas, que parecem com aquela da Glória Estefan "If I could reeeeach, higher"...é exatamente isso. Só que em chinês. Eu não posso nem contar junto!! Confesso que a principio até achei que fosse em inglês. Juro que entendi umas frases aí...até cantava no inicio, mas depois que não era. Acho que faltava o som do tecladinho, por isso confundi. hahahahaha

Só pra finalizar. Descobri que não eram as meninas da recepção do hotel que me ligavam. As ligações são feitas diretamente dos quartos, sem precisar passar por elas, que também não sabem me dizer quem me ligou. A única certeza é que foi alguém do hotel. Um funcionário, hospede. Dá até um certo medo, por que se me liga, é por que sabe o número do meu quarto. Dá medo...


Bom, é isso. As notícias de Sihui voltam semana que vem.



=)



beijo!

Pagando bundinha

Como comentei no outro texto, antes de ontem, quando voltava pra casa, um vento traiçoeiro me fez pagar bundinha. O calor aqui está de matar, abafado, e não dei conta de sair de calça. Saí de vestido solto, que não prende nada, largão mesmo. Estava no meio de uma avenida movimentada e com as duas mãos cheias de sacolas pesadas. Não tinha a menor condição de abaixá-lo. Aos poucos fui acertando com as próprias sacolas, tentando achar um dedo que pudesse segurar pelo menos uma parte do vestido. Logo achei um jeitinho de evitar que a cena "Merylin"acontecesse novamente. As chinesas me ignoraram e nem pensaram em me ajudar. Os homens tentaram respeitar, mas olharam bu-ni-ti-nho (que-ver-go-nha!) e pela primeira vez tive a oportunidade de ver um chinês com os olhos abertos hahahahaha. Acho que muitos, em toda vida, nunca devem ter visto um bumbum tão grande! hahaha
beijoca!